A ilha tem uma lenda que a circunda, e se pelo caminho perguntar aos mais velhos, sabem dizê-la. Também os mais novos já a aprendem na escola: um amor proibido entre um lavrador e uma fidalga cujos encontros amorosos eram controlados pelo pai, que, para além de autoritário, não ia de feição com aquele relacionamento. Quando o jovem pediu em casamento a fidalga, conta a lenda que o casamento não foi permitido pelo pai, visto que o casamento por conveniência era o habitual naquela época para quem vinha de famílias de sangue azul.
Revoltado, decidiu colocar fim ao homem que impedia o amor concretizar-se. Matou o pai da sua amada quando este passava na margem do rio, e atirou-o à água. Com medo de ser descoberto, o jovem escondeu-se na ilha, enquanto delineava um plano para raptar a sua amada e trazê-la para junto dele.
Quando finalmente conseguiu implementar o seu plano, conta a lenda que uma tempestade engoliu a embarcação. Fala-se que a tempestade terá sido formada através do espírito do pai da fidalga, em jeito de vingança pela sua morte.




